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01/09/17

Adoção: Um ato de amor

Sarah Viana, uma das fundadoras do projeto Adote um Amor (Foto: Reprodução/Facebook)

Em três anos de existência, o projeto Adote um Amor já acumula mais de 400 histórias de afeto e dedicação à causa animal. Por meio de lar temporário, os animais são acolhidos e cuidados até encontrarem um adotante. Sarah Viana, veterinária e uma das fundadoras do projeto, conta que o primeiro resgate aconteceu em 2014: uma cadela e oito filhotes recém-nascidos encontrados em um terreno baldio. Após o resgate, todos os cuidados veterinários foram tomados para garantir a saúde dos animais. E foi a partir da divulgação nas redes sociais e da ajuda de amigos que o projeto foi tomando forma, sempre na perspectiva de ter na adoção um ato de amor. “A gente sempre tentou levar a imagem que o vira-lata tem de amor. Que para adotar um animal não tem que ter pena, tem que adotar porque sente amor, e não por ser um vira-lata sofrido na rua”, ressalta.

Lar temporário

O Adote um Amor conta com voluntários que oferecem lares temporários aos animais resgatados. O projeto disponibiliza ração, medicamentos e todo o custeio. Por sua vez, os voluntários ficam encarregados de oferecer espaço e tomar a responsabilidade pelo animal, cuidando da alimentação e das medicações nos horários corretos. A renda do projeto é obtida através da venda de produtos pet, do apoio de estabelecimentos que revertem parte do lucro ao projeto e da contribuição mensal de doadores.

Primeiros Cuidados

Os animais resgatados são conduzidos ao veterinário para que sejam tomadas as primeiras providências. Segundo Sarah, alguns cuidados mais simples são feitos no próprio projeto, que conta com profissionais da área. Uma clínica parceira do projeto colabora com a iniciativa cuidando dos casos mais graves, como fraturas, por exemplo. Somente depois de finalizado o processo de tratamento é que os bichinhos são disponibilizados à adoção.

O projeto tem enfoque no resgate de gatos e cachorros, mas a veterinária conta que um porco e até um cavalo já foram resgatados. “A gente manteve um cavalo em um local alugado durante um ano, ele foi resgatado em São Gonçalo do Amarante (CE), tinha câncer e não podia ir para a adoção.” Ela relata que só após esse primeiro ano de cuidados médicos o animal pôde ser acolhido em uma fazenda.

Pé de Pano, o cavalo resgatado pelos voluntários do projeto (Foto: Reprodução/Facebook)

Pé de Pano, o cavalo resgatado pelos voluntários do projeto (Foto: Reprodução/Facebook)

Adoção

Animais adultos costumam levar um tempo maior para serem adotados. Segundo Sarah, o período máximo de espera foi de cerca de um ano. Ela ressalta, contudo, que a prioridade do projeto é a qualidade dessas adoções. “A gente espera o momento certo para que aquele animalzinho tenha um lar, tenha uma família. Que seja tratado com amor do jeito que ele foi tratado no lar temporário”, explica. Animais que apresentam leishmaniose (calazar), apesar de também enfrentarem um tempo maior para encontrar adotantes, não representam empecilho ao projeto, sendo mantidos da mesma forma que os outros animais resgatados. “A gente continua com eles dentro do projeto, mandar para a rua não é uma opção”, conclui.

Em entrevista*, Sarah Viana também falou sobre questões relacionadas ao processo de adoção feito pelo projeto e de atitudes necessárias para quem deseja ter um animal de estimação.

SERVIÇO
Adote um Amor
Site: www.adoteumamor.com.br
Facebook: facebook.com/adoteumamorpet
Instagram: instagram.com/adoteumamorpet

*Entrevista concedida por telefone no dia 30 de agosto de 2017

A seção Entrevista teve produção e apresentação de Emanuel Silva, operação de áudio de José Raimundo Lustosa, orientação de Igor Vieira e Carolina Areal, coordenação de Caio Mota e direção de Nonato Lima.

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