O Plantão Festival 2026 aconteceu no último sábado, dia 25, e reuniu mais de 20 mil pessoas no Marina Park Hotel, em Fortaleza. Na terceira edição, o evento trouxe nomes de destaque da cena urbana brasileira e reforçou o posto de maior festival de trap e rap do Norte e Nordeste.
Passaram pelo palco artistas como Matuê, Teto, Wiu, BK, AJULIACOSTA, Brandão85 e Tz da Coronel. Com mais de dez horas de programação, o festival também celebrou os 10 anos da 30PRAUM, gravadora fundada por Clara Mendes e Matuê, responsável pela direção artística e curadoria do evento.
Na véspera do festival, um show gratuito na barraca Foi Sol, na Praia da Leste, reuniu as gêmeas Tasha & Tracie e artistas locais. O produtor cultural e gestor do espaço, Alécio F, o Pretim Dalest, destaca o sentimento de pertencimento e o reconhecimento do trabalho desenvolvido:
“Para nós, que já fizemos saraus e batalhas de rima em lugares muito vulneráveis, estar em um espaço desses é um estímulo para fazermos algo ainda maior. Esse é o movimento: falar sobre autoestima, possibilidades, sonhos e perspectivas. Entendemos que, dentro do recorte racial e de gênero, somos muito precarizados. Por isso buscamos formas de valorizar essa galera, pagando pelo que ela sempre fez, muitas vezes, de graça. É fundamental valorizar quem faz e dá continuidade a isso.”
No Plantão, um segundo palco com programação própria ocupou os intervalos do palco principal. Guilherme Carvalho, do projeto 4RTIN, e a cantora Má Dame comentam a experiência.
Guilherme: “O foco é construir esse laço. Não vim sozinho, são 10 anos de corre, 10 de anos de conexões com pessoas que conheço, trabalho e admiro. Conseguir colocar todo mundo em um palco desses, fazendo todos participarem de alguma forma desse momento especial, é o que realmente vale. Para mim, isso paga tudo, é melhor do que dinheiro”.
Má Dame: “É muito massa estarmos trocando experiências em um line-up com várias atrações e diversas produções. Estar hoje aqui no Plantão com o 4rtin representa mais um degrau alcançado. Sempre me envolvi em movimentos como este, que de fato movimentam o underground e a produção cultural da cidade.”
Trechos das apresentações estão disponíveis nas redes sociais do festival.
Reportagem de Rafael Santana







