22/05/26

Nova economia muda relação entre marcas e clientes

Consumidores tendem a receber recomendações cada vez mais personalizadas com o avanço da Inteligência Artificial e da análise de dados (Foto: Delia Pindaru/Canva)

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O modo como as pessoas consomem está passando por fortes mudanças. A nova economia coloca o consumidor no centro da estratégia empresarial, exigindo relações de confiança e o uso inteligente de dados.

De acordo com o especialista em Gestão de Relacionamento com o Cliente Kairo Alves, a venda é consequência desse relacionamento de confiança com o consumidor:

" O que muda é a forma de falar com o cliente, no passado,o jogo era o jogo do volume, falar mais, aparecer mais, mandar mais mensagens. E, agora, isso começa a perder o efeito. Em 2026, o jogo vai ser outro, literalmente. Não vence mais a empresa que fala mais, vence quem fala certo e na hora certa. E aí que o relacionamento deixa de ser só presença e passar a ser confiança."

O uso da Inteligência Artificial, por exemplo, já é uma realidade de 58% das empresas, segundo a pesquisa Panoramas de Marketing e Vendas 2025. Na opinião de Kairo Alves, especialista em Gestão de Relacionamento, é preciso organizar a empresa antes de optar pelo uso da IA, porque ela poderá apontar falhas nas estratégias usadas para vender e atrair o cliente:

"Existe uma pesquisa recente que mostra que mais de 80% das empresas já utilizam a IA, mas poucas conseguem extrair um valor real. E, quando a gente para pra entender o porquê disso, fica claro: tentam acelerar antes de saber por onde estão indo e aí vai sem processos, sem dados confiáveis e sem uma decisão clara. A IA não consegue gerar valor real nisso. Ela não vai substituir a estratégia e não substitui pessoas. Ela vai amplificar a estratégia e, principalmente, potencializar o trabalho de quem sabe o que está fazendo."

Com o avanço da Inteligência Artificial e da Análise de Comportamento, o consumidor tende a pesquisar menos e receber sugestões cada vez mais precisas, avalia o especialista. Outro movimento que deve ganhar ainda mais força em 2026 é o crescimento das marcas próprias, antes vistas como alternativas econômicas e que passam a ocupar um papel estratégico na empresa.

Reportagem de Fátima Leite para o Jornal da Universitária, veiculada em 19 de maio de 2026

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