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A Prefeitura de Fortaleza vem intensificando o uso de inovações tecnológicas para combater o mosquito Aedes aegypti que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya. A cidade já tem quase 1.800 pontos vulneráveis à proliferação do mosquito.
Para conter essa propagação, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vem instalando, desde abril, Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), também chamadas de armadilhas contra o Aedes aegypti. A ferramenta promete mudar a dinâmica do controle vetorial em Fortaleza.
Josete Malheiro, coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, explica como está o processo de instalação das armadilhas químicas na capital:
"As Estações Disseminadoras de Larvicida são uma tecnologia simples, inovadora, implementada em parceria com o Ministério da Saúde e a Fiocruz. Nós vamos instalar 11.740 unidades, distribuídas em toda a cidade de Fortaleza. Neste primeiro momento, nós estamos priorizando os pontos estratégicos, que são aqueles locais de maior adensamento em possíveis focos de acúmulo de água, de pequenos e médios reservatórios que acumulam água nos quintais, nos equipamentos. Os Agentes de [Combate às] Endemias estão instalando essas EDLs. Já passamos de 1.200 equipamentos instalados."
Josete Malheiro dá detalhes sobre como ocorre o processo em que o larvicida altera o ciclo de reprodução do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika:
"No momento em que o mosquito entra em contato com a tela que tem dentro da EDL — uma tela impregnada com larvicida — ele pousa ali para fazer a deposição de ovos. Ele capta micropartículas de larvicidas nas patas e no corpo — fica impregnado no próprio mosquito — e, quando faz novos voos para adentrar em outros pontos, pequenos ou médios, que acumulam água, para também fazer sua oviposição, leva junto essas partículas, que acabam entrando em contato com a água e alterando o ciclo de reprodução do mosquito naqueles novos pontos. Então, é o próprio mosquito fazendo o trabalho que, habitualmente, o Agente de [Combate às] Endemias faz, que é aplicar larvicidas em pequenos e médios reservatórios.”
Para saber como identificar focos do mosquito Aedes aegypti, você deve consultar a orientações de prevenção no portal do Ministério da Saúde.
Reportagem de Márcia Vieira para o Jornal da Universitária, veiculada em 19 de maio de 2026







