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26/02/18

Universidades lançam Movimento Cada Vida Importa

O Movimento Cada Vida Importa reúne mais de 30 laboratórios, grupos de pesquisa e projetos de extensão das universidades cearenses (Foto: Divulgação)

O estado do Ceará fechou 2017 com a marca de ano mais violento de sua história. Foram 5.134 homicídios, sendo 981 de adolescentes entre 10 e 19 anos. Este ano, apenas no mês de janeiro , ocorreram 469 homicídios , com registro de duas chacinas.

Para tentar conter essa violência foi lançado na manhã desta segunda (26) o movimento “Cada Vida Importa: a Universidade na Prevenção e no Enfrentamento à Violência no Ceará”. A iniciativa visa trazer para o cotidiano das instituições de ensino superior cearenses a reflexão sobre um assunto que diz respeito a todos e articular ações que reforcem as contribuições já oferecidas pela comunidade universitária à sociedade.

O movimento é articulado pelo Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Criança (Nucepec), vinculado ao Curso de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). A professora Ângela Pinheiro, do Nucepec, define o movimento como um amplo trabalho de articulação junto aos corpos docente e discente das universidades visando uma reflexão, principalmente sobre a prevenção da violência:

"O que é que a gente está fazendo: articulando professores, servidores e estudantes dos cursos e das universidades e faculdades, as mais diversas, para trazer para o cotidiano da universidade reflexões sobre prevenção e enfrentamento da violência. Já há núcleos, projetos de extensão, que estão tentando fazer isso, estágios, como também aqueles que quiserem e puderem se engajar em iniciativa que já existem na cidade. Agora, a ênfase nossa é a prevenção". 

A professora Ângela Pinheiro, do Nucepec, sugere ações que visem fornecer para a criança perspectivas e alternativas de vida digna, longe da violência:

"Conhecer projetos na cidade que tragam para crianças e adolescentes, perspectivas de projeto de vida, através, além da escolaridade, profissionalização, lazer, cultura, esporte, que aponte para as crianças e adolescentes de classes subalternas ou em situação de vulnerabilidade, alternativas de vida que correspondem inclusive aos seus direitos. E que com isso haja possibilidade de engajamento deles nisso".

Em reunião na última sexta-feira (23), o movimento planejou atividades que serão executadas de segunda até quarta-feira, dia 28. Nesse período, a proposta é refletir sobre o tema em salas de aula, colegiados, reuniões de grupos de pesquisa e extensão.

Dentro da programação do movimento, a Universidade Estadual do Ceará (UECE) promoveu na manhã de segunda, a roda de conversa “Vidas Encarceradas e Negligência no Combate às Causas Estruturais da Violência”. Às 16h, o Curso de Gestão de Políticas Públicas da UFC promove, no Canpus do Pici, a abertura oficial do semestre com palestra sobre o assunto, da professora Ângela Pinheiro.

Reportagem de Márcia Vieira.

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