Na tarde desta quarta-feira aconteceu uma coletiva com quatro grandes nomes do cinema brasileiro que terão (ou já tiveram) suas produções exibidas durante o festival Perro Loco aqui em Goiânia: Elyseu Visconti, Helena Ignez, Paulo Sacramento e Guilherme Vaz.
Se você não é tão ligado ao mundo cinematográfico e ainda não os conhece, saiba um pouco sobre eles aqui:
Elyseu Visconti
O carioca é um dos ícones do cinema marginal brasileiro. Produtor, diretor e roteirista, as obras "O Lobisomem", "O Terror da Meia-Noite" e "Os Monstros de Babaloo" são alguns dos seus principais filmes. Este último está dentro da programação do festival e será exibido na sexta-feira. Logo após o filme o diretor participa de um debate sobre a obra.
"Os Monstros de Babaloo": foi escrito, produzido e dirigido por Elyseu em 1970, mas foi proibido pela censura, não chegando nem a ser exibido na época. O filme faz uma metáfora da classe média brasileira e as relações de poder com uma essência fortemente grotesca.
Helena Ignez
Com seu estilo debochado e extravagante se tornou a protagonista da subersão e experimentação no cinema brasileiros das décadas de 60 e 70. A cineastra e também atriz, depois de 40 anos de produção, lançou este ano o seu primeiro longa metragem: "
Canção de Baal", que também foi exibido aqui na 3ª edição do Perro Loco.
"
Canção de Baal": O recém lançado filme já conquistou prêmio de melhor direção de arte e crítica no Festival de Gramado.
Paulo Sacramento
Diretor do longa/documentário ganhador de 5 prêmios em festivais de cinema nacionais e internacionais: "
O Prisioneiro da Grade de Ferro". Entre os filmes que produziu está "
Amarelo Manga", de Cláudio Assis. Montou os longas "
Cronicamente Inviável" e "
Quanto vale ou é por quilo?", de Sérgio Bianchi; "
É Proibido Fumar", de Anna Muylaert; "
Chega de Saudade", de Laís Bodanzky; e "
Tônica Dominante", de Lina Chamie.
No Perro Loco foram exibidos dois de seus filmes: "
Juvelínea" e "
Ave".
Guilherme Vaz
Se você conhece os filmes "
O Anjo Nasceu", "
Cleopatra" e "
A Erva do Rato", de Júlio Bressane, ou "
A Hora do Veneno", de Rui Guerra, e "
Fome de Amor", de Nelson Pereira, então você esteve diante das trilhas sonoras do pioneiro da música para cinema no Brasil. Guilherme Vaz é compositor, artista visual e criador de dezenas de trilhas para filmes.
Aqui no Festival de Cinema Universitário Latino Americano, Guilherme Vaz está ministrando uma oficina sobre som, analisando a composição sonora no cinema em termos técnicos e estéticos.
Ontem a noite os quatro se reuniram novamente para discutir o Cinema de Vanguarda das décadas de 60 e 70.
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