No dia 17 de setembro de 1983, o programa Opinião convidou o jornalista cearense J.C. Alencar Araripe para discutir o compromisso da imprensa nordestina com a realidade do Nordeste. Na época, Alencar Araripe era presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI).
Segundo o jornalista, os meios de comunicação são um fator chave em qualquer processo de mudança. E era exatamente o Nordeste a região brasileira que mais precisava mudar. Há séculos a região nordestina sofria com o castigo das secas periódicas, que desmantelava sua já frágil economia.
A imprensa nordestina vinha reclamando, com maior ou menos intensidade ao correr dos anos, providências e medidas eficazes de assistência e amparo às populações sertanejas, que ainda hoje sofrem com as secas e estiagens.
Perguntado se a imprensa se limitava a divulgar apenas o factual ou se oferecia medidas alternativas para o problema, Alencar Araripe afirma que o posicionamento da imprensa nem sempre é correto. Segundo o presidente da ACI, o menos criticável seria o da imprensa escrita.
O rádio, apesar de ter um poder de penetração grande e e de ser ouvido em todas as camadas sociais, sobretudo as pobres, falhava muito no posicionamento. Alencar Araripe diz que esse meio não se ocupava com insistência e profundidade no exame da problemática nordestina.
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