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Rádio Universitária FM 107,9 - A sintonia da terra - Saiba mais sobre os filmes e os diretores da Mostra Paralela


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Saiba mais sobre os filmes e os diretores da Mostra Paralela


CANÇÃO DE BAAL
Ficha Técnica: 77min, Ficção, 2009, Brasil, Dir. Helena Ignez

Canção de Baal
Canção de Baal
Sinopse: Poeta e cantor, Baal recebe convite de Meck, madeireiro predador, para um jantar oferecido em sua homenagem. Sarcasticamente recusando propostas que levariam à  sua ascensão social, escandaliza os convidados, cortejando a mulher de Meck. Optando por uma vida de outsider, gozador da vida, Baal preenche seus dias com casos amorosos com belas mulheres e com um homem, apaixonando-se por ele ao ponto de quase o matar com seu ciúme. Nessa fábula musical antropofágica ouve-se a voz do próprio Bertolt Brecht e a entrevista de Einstein no Brasil, onde teria sido comprovada a Teoria da Relatividade.

Helena Ignez: Com 40 anos de produção com inclusão nos vários campos da arte cênica e cinematográfica foi homenageada em 2006, pelo 20º FESTIVAL DE FILMS DE FRIBOURG, Suíça, onde foram exibidos 25 filmes em que atuou, produziu ou dirigiu. Helena Ignez atuou em importantes filmes nacionais, como "O Pátio", que marcou a estréia do cineasta Glauber Rocha no cinema e "O Bandido Da Luz Vermelha" e "A Mulher de Todos" de Rogério Sganzerla.  A atriz é considerada a "musa do cinema brasileiro", tendo atuado nas vanguardas cinematográficas de cineastas como Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Glauber Rocha. Conhecida por seu estilo próprio de atuar, debochado e extravagante, Ignez fez história no Cinema, tornando-se a protagonista das subversões e experimentações da sétima arte nas décadas de 60 e 70. O filme "Canção de Baal" marca sua estréia como diretora de longa metragem. Além de dirigir "Canção de Baal", a atriz também foi responsável pelo roteiro do longa-metragem.
 

MUDERNAGE
Ficha Técnica: 52min, Documentário, 2009, Brasil, Dir. Marcela Borela

Sinopse: Uma reflexão sobre a experiência moderna nas artes plásticas em Goiás a partir de uma diversidade de olhares que se deslocam do presente para o passado. Uma reflexão sobre a modernização das artes na periferia central do Brasil. Um ato, uma ação em direção a realidade artística de um lugar e ao seu passado constitutivo. Um canto de amor e ódio a uma cidade: a jovem metrópole. Goiânia, revestida de futuro, visita seu recente passado sob os olhares vorazes de diversos artistas e da documentarista Marcela.

Marcela Borela: Formada em Comunicação Social/Jornalismo pela FACOMB - Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG - Universidade Federal de Goiás; Especialista em História Cultural e Mestranda em História pela FCHF - Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia da UFG, trabalhando nas áreas de estética, teoria do cinema, teoria da imagem, história visual, história cultural e história da arte. Trabalhou em diversos curtas-metragens como diretora de arte, produtora, roteirista e diretora desde 2004. Seu primeiro longa-documentário "Mudernage", foi possível por vencer o concurso DOC TV IV. É uma das produtoras do DESBITOLA - Ciclo de Debates do Cinema Goiano.
 

ANABAZYS
Ficha Técnica: 90min, 35mm, Documentário, 2007, Brasil, Dir. Joel Pizzini e Paloma Rocha

Anabazys
Anabazys
Sinopse: ANABAZYS é um prolongamento de "A Idade da Terra", (1980), o filme-testamento de Glauber Rocha, na medida em que recria a memória em torno da gênese e produção do filme. Não se trata apenas de um tributo, mas sim de um ensaio reflexivo sobre o método de um artista no apogeu de sua expressão polytico-poétyka. Narrado em primeira pessoa pelas "vozes" de Glauber, ANABAZYS experimenta as suas lições visionárias através da participação do elenco, equipe técnica e colaboradores, que revisitam o imaginário de "A Idade da Terra". O ensaio incorpora cenas inéditas extraídas das sessenta horas do material bruto não aproveitadas na montagem e que flagram a dicção delirante do cineasta em plena filmagem. Além de investigar as motivações estéticas e a luta incansável de Rocha pela liberdade no país, ANABAZYS procura examinar ainda as raízes dos pré-conceitos forjados historicamente para excluir o filme do circuito cinematográfico. Um filme sobre um filme onde o autor assume também o papel de ator de sua verdade historyka. Um filme com Glauber Rocha.

Joel Pizzini: Nascido no Rio de Janeiro, em 1960, realizou vários filmes documentais que lhe valem um reconhecimento internacional. Cineasta e professor de cinema; recebeu diversos prêmios pelo filme "500 Almas" (2004). Participou da Bienal 50 Anos, em 2001, com o vídeo "Outrem"; da 2a. e 3a. edições da Bienal do Mercosul, com as obras "Voltas" e "Termini", e do Arte/Cidade 3, com o projeto "Travelling". A sua investigação poética intensificou-se no aprofundamento da pesquisa da linguagem, passando por vários meios de expressão: da vídeoinstalação ao performático, sob a ótica contemporânea experimental. Filmografia: Caramujo-flor (1988); O Pintor (1994); Enigma de um dia (1996); Glauces, estudo de um rosto (2001); Suíte Assad (2002); Abry (2003); Elogio da Luz (2004); Retrato da Terra (2004); Glauber Rocha TV (2004); 500 Almas (2005); Depois do Transe (2005); Dormente (2006).


MAPULAWACHE, A FESTA DO PEQUI
Ficha Técnica: 50min, Beta, Documentário, 2008, Brasil, Dir. Aiuruá Meinako

Mapulawache
Mapulawache
Sinopse: Filmado e dirigido por Aiuruá Meinako o documentário traz a realizadade da tribo Mehináku por sons, cores e mitos da Festa do Pequi: corpos pintados, flautas, rituais. Um encontro cultural e anímico com os Mehináku do Alto Xingu.

Aiuruá Meinako: Através do olhar de Ayuruá Mehináku e da câmera dirigida por ele, nos leva a um passeio etnográfico pela cultura de sua tribo. A aldeia no Alto Xingu, circundada pelas malocas individuais, é o cenário natural. A relação direta da câmera com os personagens, sem diálogos ensaiados, revela os estados de espírito e os traços faciais que se abrem para os "de fora" e nos permitem apreender os conteúdos.
 

OS MONSTROS DE BABALOO
Ficha Técnica: 120min, 35mm, Ficção, P&B, 1970, Brasil, Dir. Elyseu Visconti
 
Sinopse: Uma aventura burlesca na misteriosa Ilha de Babaloo envolve a grotesca família de um industrial com punhos de ferro, rei da banana e do jiló. O filme constrói uma metáfora selvagem da classe média brasileira durante o regime militar. Deboche, experimentalismo e humor são usados para criticar o moralismo.

Elyseu Visconti: Produziu, dirigiu e escreveu este filme em 1970, mas não chegou a lançar, foi proibido pela censura. "Os Monstros de Babaloo" não é só uma sátira a classe média brasileira é também uma chanchada muito bem humorada, alucinada e alucinógena sobre relações de poder. "Este filme de Elyseu Visconti conserva ainda a juventude e o sopro renovador que o inspirou. Esta permanência se deve indubitavelmente, à pesquisa formal empreendida pelo autor junto com Rogério Sganzerla e Julio Bressane. EV joga por terra o filme de estilo e busca no gênero a sua função reveladora do cotidiano desglamurizado." - Miguel Pereira, no livro "Cinema de Invenção".
 

O ANJO NASCEU
Ficha Técnica: 82min, 35mm, Ficção, P&B 1969, Brasil, Dir. Júlio Bressane

O Anjo Nasceu
O Anjo Nasceu
Sinopse: Terceiro longa-metragem de Júlio Bressane conta a história de dois marginais que roubam e matam aparentemente sem causa. Um desses bandidos se acha procurado por um anjo.

Guilherme Vaz (diretor musical): Pioneiro na musica para cinema no Brasil e das formas experimentais. Compositor e artista visual. Criador de uma dezena de trilhas sonoras para filmes como "O Anjo Nasceu" [Bressane], "Cleopatra" [Bressane], "A Hora do Veneno" [Rui Guerra], "A Erva do Rato" [Bressane], "Fome de Amor" [Nelson Pereira], e muitos outros. Diversos prêmios de melhor trilha sonora e música original no Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro. Autor da música do recente filme de Bressane , "A Erva do Rato".


publicado em 28/08/2009

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