Foto: Roberta Braga/Agência KFK
"Celebração
Celebro a alegria do momento, a fantasia real construída em sonho.
Celebro a liberdade do sorriso, o gosto da vitória de todos os dias.
Celebro a certeza dos amigos e por saber que tudo sempre dá certo.
Celebro a possibilidade de respirar e transpirar algo relevante.
Celebro a paz interna que encontrei até agora.
Celebro porque fazes parte disto e porque entendes tudo isto.
Celebro... em gratidão".
Um culto a extravagância. Assim poderíamos definir o desfile do estilista cearense Mark Greiner no primeiro dia de desfiles do Dragão Fashion Brasil 2009. A coleção “Celebração” foi um verdadeiro espetáculo e não deixou a desejar para quem gosta de ousadia e imaginação. “A gente tem que justificar todo esse cenário maravilhoso, os desfiles de hoje são verdadeiros espetáculos” disse Mark. Dito e feito.
Mark Greiner criou imagens, com muitas cores, formas e estilos diferentes. Alguns ficaram procurando por sentidos, mas era possível que eles nem existissem. “Eu trabalhei nesta coleção uma maneira de realizar os desejos das pessoas, querendo realizar os meus próprios desejos” disse ele. Assim são os desejos, incalculáveis, desmedidos, delirantes, absurdos; e assim o foi o desfile.
Foto: Roberta Braga/Agência KFK
Ele buscou uma forma de fugir ao habitual, ao cotidiano. “Essas não são roupas para serem usadas no dia-a-dia” comentou ele sorrindo. As roupas eram como estruturas, e as modelos usavam “chapéus” que lembravam abajours. Ficou evidente as referencias que Mark Greiner tira da arquitetura, principalmente no cuidado com as formas, já que ele também é arquiteto.
Obviamente a pessoa que mais se divertiu com o desfile, foi ele mesmo: “Com essa coleção, eu me dei o direito de me divertir” disse ele com entusiasmo e agradeceu a oportunidade de poder apresentar o seu trabalho, nitidamente autoral. Mark Greiner encontrou na moda uma maneira de expressão da liberdade e da comunicação, sempre buscando a valorização do homem através dos afetos.
Sobre o processo de criação, ele nos conta sobre dois momentos distintos, o primeiro, dentro do seu ateliê, trabalhando idéias, desejos, ansiedades, em uma forma de trabalhar a si mesmo: “de me satisfazer como criador”, completa.
O segundo é o encontro com o publico na passarela, que é onde ele se realiza e assina o seu trabalho, pois é ali que ele ganha legitimidade. Quando perguntado se a moda também é arte, Mark responde que não, que a moda seria mais um exercício artístico e estético.